Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Poliamor/Neomonogamia

Além do swing e para mim não tão artificiais quanto ele, estes dois movimentos (poliamor/neomonogamia) vêm salvar ou dar cabo do casamento, conforme o ponto de vista!
Eles prevêm que um casal possa ter relações extra-conjugais, consentidas pelo(a) parceiro(a), de forma a quebrar a monotonia que, por vezes, mata os casamentos monogâmicos.
Essa relação externa tanto pode ser meramente sexual, como constituir uma relação emocional.
Cabe também ao casal definir se quer ter conhecimento dos parceiros do seu conjugue, ou não, pois isso pode ser muito conflituoso.
E os casais devem admitir que as relações extra-conjugais podem ser pontuais ou duradoras, o que implica a existência de laços muito fortes entre o casal, para evitar a sua dissolução. Há que investir muito mais na vida do casal, nestas situações, pois o perigo está constantemente à espera; mas se o jogo for bem controlado, vai unir ainda mais os parceiros, pois o stress e os conflitos quotidianos de uma vida inteira juntos, são mais facilmente esbatidos.

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publicado por oamante às 10:46

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22 comentários:
De misinha a 14 de Março de 2007 às 18:57
A tradição monogámica e a educação conservadora que tivemos, leva-me a olhar o poliamor com alguma relutância. I.e., aceito-o nos outros, não me imagino a aceitá-lo em mim!
Acredito, no entanto, que se for baseado na honestidade, na transparência e na aceitação das regras dê origem a relacionamentos perfeitamente saudáveis e gostosos!
De oamante a 15 de Março de 2007 às 09:19
Eu sei, é uma matéria difícil. Não será para quem tem ciúmes, por exemplo.
Mesmo não os tendo, pensaremos sempre na relação que a(o) nossa(o) companheira(o) tem.
De sleeping angel a 17 de Março de 2007 às 17:15
bem e uma meteria um pouco complicada as coisa não são assim tão lineares mas bem e tudo uma questão de mentalidades uns são mais liberais outros menos bem e tudo uma questão de jogos de prazer
De pinkie133 a 14 de Março de 2007 às 21:20
Para mim é mais aceitável a prática swing, a liberdade de emoções é maior, eu na minha opinião preferia ver o meu companheiro com outra pessoa há minha frente ver a ligação dele com outra pessoa com os próprios olhos, do que ficar a magicar, que magicamos por mais liberais que sejamos se é mais magra, loira, morena, e se é melhor na cama do que eu, axo que é preciso ter uns grandes tomates para ter um casamento tão aberto, apesar de conhecer pessoas que o façam,mas sentiria-me melhor comigo, e tiraria mais prazer com o swing.
De oamante a 15 de Março de 2007 às 09:28
Pois, Pinkie, mas para mim, o swing introduz um factor muito artificial na relação, pois eu não sei se gostaria de estar no acto com outros ao lado. Penso que é mais difícil, pois se outra pessoa consegue estimular a nossa parceira melhor do que nós... nós estamos lá, estamos a ver isso acontecer. No poliamor, não acontece isso, estamos mais soltos, mais livres e o prazer deverá ser maior por isso. Depois podemos é pensar no que aconteceu com a nossa parceira, mas isso nunca saberemos, a não ser que o casal seja muito aberto e conte tudo em casa.
O poliamor poderá ser bom numa coisa, para o casal: cada um aprenderá coisas com gente nova, possibilitando faz^-lo em casa, com a companheira. Assim, a monotonia do casal era quebrada, pois haveria sempre alguma dica nova, alguma posição a experimentar.
Mas eu não sei, porque nunca experimentei.
Pensar nas coisas ajuda a resolver problemas reais: não é preciso praticar o poliamor, mas o facto de pensarmos nisso pode ajudar-nos a perceber melhor a relação que temos. Pode ajudar a ver o que não está bom na nossa relação, para tentar solucioná-la.
Não é por não gostarmos de Hitler que o devemos banir da História, não. Ele deve mesmo por isso ser lembrado.
Por isso, estou a pedir-vos que pensem no assunto, apenas, como estas "minhas" duas amantes já fizeram.
De TNT a 15 de Março de 2007 às 12:52
Incapaz!
Se gostar dele não consigo vê-lo (no caso do swing), nem imaginá-lo com outras pessoas. (no caso do poliamor)
Gostava de não ser assim, mas não consigo.
O facto de já ter traído e ter sido traída dá-me alguma estaleca nestes assuntos. Confesso porém, que só usei a "traição" quando já tinha esgotado todos os outros recursos e eu própria já me sentia esgotada.
Acho que os problemas e as rotinas são criadas pelas pessoas dentro da relação. E que têm de ser solucionadas dentro da relação. Quando procuramos soluções fora, é porque já não há relação para salvar. Esta é a minha opinião claro...! De prevaricadora assumida!
De oamante a 15 de Março de 2007 às 14:13
Pois, pois, TNT. O que me dizias ontem num post? Ver alguém todos os dias... Lol
Parece-me que esta moda ainda não é para nós, portugueses...
A vantagem que ela parece ter é manter o casal "unido", pois assiste-se hoje a um elevado número de divórcios, às vezes por dá cá aquela palha.
Mas é muito discutível, claro que sim.
De TNT a 15 de Março de 2007 às 15:53
Mas é verdade! O ver alguém todos os dias da mesma forma, dá cabo de qualquer relação, seja ela de que tipo for. Tem de se variar, inventar. E acrescento que não acredito nessas uniões à custa de relações consentidas com terceiros. Conheço algumas assim e é uma tristeza. Há sempre alguém que sai muito, muito magoado.
E não é por sermos portugueses. É por sermos humanos. Acredito piamente que se tivermos mesmo de prevaricar e buscar emoções algures, nunca será com o consentimento do cônjuge e devemos negar tudo sempre até ao fim!
De oamante a 15 de Março de 2007 às 16:22
Ah! Ok. Claro que se for sempre igual é uma chatice. Para se variar é preciso que ambos variem e não apenas um.
Porque tem tudo de ser sempre tão difícil. O melhor mesmo é viver sempre em casa dos pais e ir namorando ou casando, mas cada um na sua casa, como dizia a Anani.
Agora, chegando a uma situação insustentável é melhor fazer como dizes: mentir sempre até ao final. Como era: mentiroso desastrado, ... Lol TNT, isto de viver tem cada uma, não é?
De misinha a 15 de Março de 2007 às 18:06
Viver não é fácil, manter relacionamentos também não, e mentir ainda menos. Provoca cansaço, desgaste, instabilidade e borbulhas (como dizia uma amiga minha).
Feliz era a ceifeira de Fernando Pessoa, mas nós não somos ceifeiras, somos cultas, exigentes e ávidas de emoções novas a cada momento.
Pois, viver não é fácil!
De Poison a 16 de Março de 2007 às 15:30
Caro amante:

Não há nada mais estimulante que a fantasia. Jorge Amado em Gabriela ensinou-me muito.
O que fazia Gabriela ser tão fogosa e atraente perante o seu amado? É que todas as noites, quando se deitavam, ela fazia amor com todos os homens que a tinham cortejado no corpo do seu amante.
Não tem mal. É delicioso. É estimulante.
Passando a fantasia, quando não resistimos à chamada facadinha, já não sei como ficam consciências.
Mas eu não sou ciumenta.
Apenas prefiro não saber.
Ah! E já agora, que se tiver que ser, ao menos que valha a pena... ;)
De Carla a 16 de Março de 2007 às 18:26
Não vou comentar o tema... porque simplesmente não tem a ver comigo, e acho que também não tem a ver com a maioria das pessoas... não das que amam, quem ama não gosta que a outra pessoa possa estar com uma terceira, quarta ou quinta pessoa... o ser humano gosta de perservar e cuidar do que ama. Eu vejo o swing como um escape para pessoas que já não estão bem com os companheiros e vice-versa mas por algum motivo interessa-lhes manter a fachada do casamento!
Bem, para quem não queria comentar, já falei muito!!! :)
De sexy_hot a 17 de Março de 2007 às 11:37
Gosto muito de sexo... mas era incapaz de fazer tal coisa....
A elhor forma de eu combater o meu stress é estar com quem eu gosto no bem bom...!
e tenho dito!
mas não critico quem o faça, cada um é quem é e faz o que bem entende...
Esse tipo de coisa depende muito do casal... se ambos estiverem de acordo porque não?!
De antidote@imensis.net a 10 de Maio de 2007 às 14:23

Apenas um comentario/correcção, de alguém que pratica o poliamor e decidiu pegar nessa "bandeira".
É correcto dizer que ha casais que praticam o poliamor.
O poliamor contempla o caso descrito, de casais estarem abertos emocionalmente ou sexualmente a outras pessoas e serem honestos acerca disso.
Mas induz um pouco em erro, pois o conceito de poliamor transcende o conceito de casal e permite constelacoes (chamemos assim a "tipos de relacao") que nao se podem definir como casais. Eu por exemplo, nao posso descrever assim a minha constelacao, pois tenho um namorado e uma namorada com iguais niveis de importancia na minha vida.
O post está fixe, sim.

votos de continuacao de bom trabalho

(Nota: este comentário foi introduzido pel' O Amante, pois o comentador enviou-o por mail por não conseguir colocá-lo)
De oamante a 10 de Maio de 2007 às 14:26
Exacto. Imaginem um casal: cada um tem um "amigo colorido". O que nos faz pensar que eles têm de manter a fidelidade, neste sistema? Os nossos "amigos coloridos" podem eles também ter outros. E um elemento do casal pode ter um ou mais amigos(as).
De maria a 24 de Maio de 2007 às 20:49
Vim aqui "parar" porque vi hoje um programa no canal Odisseia sobre o assunto poliamor/polyamory. Achei muito engraçado. Deu exemplos de vários casais. Um homem com uma mulher e mais 2 namoradas todos a viver na mesma casa, com 2 filhos do casal.Dormiam juntos até às 6 da manha,depois dessa hora as 2 namoradas saiam da cama do casal para nao fazer confusao às crianças.Apesar de irem os 4 para a cama o sexo nunca era em conjunto, ele só estava com uma de cada vez, ao ponto de terem uma agenda para distribuir os dias.Depois Uma mulher com 2 namorados a viverem tb na mesma casa, mas cada um tinha o seu quarto.UM deles decidiu que queria conhecer outra mulher e o assunto foi discutido entre os 3, e foi aceite.Achei bonito o respeito a amizade e a sinceridade entre eles.Bastante mais do que a moioria dos casais dito "normais". Quanto a mim nºao digo que nao fosse capaz de o fazer...que o meu marido tivesse uma namorada, desde que dentro dos mesmo parametros, ao contrario, eu com mais alguem já nao acho tanta piada. Quanto ao swing,ja fomos a clubes, conhecemos casais que o fazem, mas não gostamos disso, nem quisemos experimentar sequer.Considero-me uma pessoa bastante liberal e se amo tanto o meu companheiro e se ele me fizesse uma proposta dessas(poliamor) desde que isso o fizesse feliz...porque não? isso sim é amor, sem egoismos.É a minha opinião...
De oamante a 28 de Maio de 2007 às 16:03
Por acaso, isso representa uma abertura de espírito invejável. Contudo, penso que pode a um mau caminho. Não sei, mas se ele assumirá outros compromissos e tu não, isso pode gerar no casal uma instabilidade que terá de ser bem gerida.
Penso que é preferível quando ambos o praticam, mas se tiveres força, como demonstra desde logo à partida, essa relação não deverá romper-se com nada.
E tens razão: eu também não gosto lá muito do swing porque acho um pouco artificial. Não preciso de sentir amor para praticar sexo, mas gosto de sentir algo... e não pensar que aquilo foi tufo planificado. É uma opinião pessoal, porque há casos de casais que funcionam assim perfeitamente. Acho positivo no swing o facto de haver um compromisso entre os parceiros.
De oamante a 28 de Maio de 2007 às 16:03
Por acaso, isso representa uma abertura de espírito invejável. Contudo, penso que pode a um mau caminho. Não sei, mas se ele assumirá outros compromissos e tu não, isso pode gerar no casal uma instabilidade que terá de ser bem gerida.
Penso que é preferível quando ambos o praticam, mas se tiveres força, como demonstra desde logo à partida, essa relação não deverá romper-se com nada.
E tens razão: eu também não gosto lá muito do swing porque acho um pouco artificial. Não preciso de sentir amor para praticar sexo, mas gosto de sentir algo... e não pensar que aquilo foi tufo planificado. É uma opinião pessoal, porque há casos de casais que funcionam assim perfeitamente. Acho positivo no swing o facto de haver um compromisso entre os parceiros.
De lelinha a 8 de Outubro de 2007 às 20:18
Se agente levar em consideraçao a insatisfaçao de todo mundo com a fidelidade,todo movimento q prege algo aparentetente contrário vai parecer bom á pricipio.mas em 1º lugar nao se deve aderiri a nada se vc acha q só vai fazer pra s sentir + moderno(A) ou - corno(A).se o casal tem uma certa maturidade e realmente se gosta pode achar interesante e experimentar e para dar certo sem maiores danos(porque tudo tem seus prós e contras)podem ir aos pouquinhos se endentendo,aceitanto e aprendendo muito com isso.O que acho q melhorar nessses tipos de relaionamentos é q a fidelidade,tipo contrato, pode até acabar mais vai deixar a lealdade,1 sententimento mais puro e abrangente em todas as areas da vida.quem é fiel trai,quem é leal nao deixa.
De HP a 19 de Março de 2008 às 11:03
O poliamor, além do afeto que é sua vertente natural, traz consigo graves questões de ordem jurídica, como a questão alimentar e os direitos sucessórios, temas não legislados.
Não duvido que esse seja o relacionamento do futuro, mas as questões de ordem patrimonial devem ser sempre sopesadas.

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