Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Apenas eu

Ok, vamos lá a adivinhar quem era o actor do penúltimo post, sobre a indiferença masculina. O primeiro era o Matt Damon. A quem correspondia o «Ele» da segunda situação?
Bom... nem mais, nem menos que a mim próprio! Pois, o Amante!
Será verdade? Sim, claro que sim.
Sou casado há 16 anos e tivemos 3 grandes brigas sobre sexo! Eu queria que ela fosse mais... brava... sedenta... activa!
Quando casei, tive a sorte de poder pôr em prática muito do que sabia, pois tinha sexo ali à mão e todos os dias e podia ver as diferenças que cada nova posição fazia na mesma mulher.
Desenvolvi ainda mais a arte, com os anos.
Para vossa informação, (ai, ai ai, A Amante) satisfaço muito a minha mais-que-tudo, daí os ciúmes dela, em perder tal «coisa». E sou um democrata em casa, vivendo em sistema tipo cooperativa. Lol. Todos mandam e todos trabalham.
Acontece que as brigas surgiam porque eu queria sentir as mesmas sensações que via a minha mulher ter. Ok, não era para ter tantos orgasmos, mas queria sentir o corpo todo, a pele... tudo. Como eu lhe dava.
Depois das brigas, ela dava um pouco dela, mas com o tempo perdia-se de novo na passividade.
Aos poucos, fiquei a não querer ter sexo e cheguei à terceira briga em que decidi «puni-la» (ao que se chega!). Ela sentia ciúmes de todos e tinha alguma razão, pois eu arrastava a asa para duas raparigas e nós homens não sabemos mentir. Elas nunca quiseram nada comigo, a esse nível, só diálogo. Uma é o meu Anjo e é bem casada; a outra, não me queria para isso (snif).
Assim, e depois de ver o filme, decidi não ter mais sexo. Fui inventando dores de cabeça (conhecem? Lol), cansaço, trabalho... e assim fui andando. Mas decidi também cortar o desejo, para ver se conseguia viver curado de não pensar mais em mulheres.
Nos primeiros dias, não foi fácil, pois evitava olhar para vocês, minhas lindas! Mas era uma estratégia errada, pois continuava a pensar ainda mais no vosso corpo!
Resolvi então que tinha de haver outra alternativa e passei a tentar matar a líbido. Então, olhava para as mulheres, mas tentanto vê-las só como... companheiras.

Custou muito obter uma distanciação assim tão grande, quando vocês estavam ali tão perto. Mas com o andar das semanas lá fui conseguindo olhar para vós de forma... distante... objectiva. Até ao primeiro mês custou muito, mas lá para meio do segundo até que já estava bem lançado: olhava e nada, como os padres (!).

Convém dizer que desde criança sempre controlei os meus músculos e conseguia colocá-los na posição certa, depois de entorses e coisas assim. Também já tinha conseguido controlar o coração, nada mais que outro músculo!
O pénis custou-me mais, mas consegui aos poucos controlar os músculos que provocam a erecção.
Mas havia algo mais: a ideia de sexo. Na verdade, a líbido não depende do pénis, mas sim da cabeça. Foi aí que eu venci o desejo de sexo e funcionou. Só que, ao negar o sexo, para evitar ser infiel, também deixei de ver a minha mais-que-tudo de forma sexual e entrei por aquela indiferença.
Ela reagiu ao fim de uns dois a três meses, de forma explosiva. E não queria apenas amor, também queria sexo.
Acabei por satisfazê-la, como faço ainda hoje e muito!
Porquê?
Simples: todos temos um dom. Há quem tenha o dom de pintar, de oratória e tantos outros. A minha mais-que-tudo tem o dom de ajudar os outros, o que é muito bom. Eu fui ter este dom estúpido de ver a mulher como um ser sexual a quem gosto de dar prazer!
Quando ambos, no casal, têm o mesmo dom é bom. Imaginem dois pintores: ele oferece-lhe um quadro e ela fica extasiada. Ela retribui-lhe outro quadro e ele entra em transe, ficando ambos extasiados diante daquelas ofertas.
Eu fui ter um dom difícil de encontrar nas mulheres: o dom do sexo bom! Acreditem que experimentei fora do casamento uma vez e... nada. E ela era viúva, nova!
De modo que decidi combater o conceito de sexo, as mentalidades retrógradas e ir até onde for possível, para o que criei este blog e site. permitindo que vocês experimentem sexo como deve ser.
Eu prefiro uma mulher forte, fatal e com todas as características que fazem dela uma mulher altamente sexual. Não me importa que seja apenas para sexo.
As duas que eu tentei até eram assim, mas... pelos vistos... não consegui seduzi-las.
Elas também nunca acreditaram muito nas minhas capacidades, tal como vocês, Lol. Realmente é difícil acreditar que um homem possa ser bom na cama.
Eu sou muito liberal, quanto a sexo e a amor, mas nunca posso ter diálogos assim com a minha mulher. Falamos de algumas coisas e ela até acabou por comprar os livros e leu-os, mas custa-lhe a passar à pratica. Ela é um pouco passiva e reconhece que não me dá o que eu lhe dou. Mas não consegue dar mais, pois não tem esse dom.
Eu, custa-me vê-la desconfiada, sempre que cumprimento uma rapariga na rua, mas não consigo deixar de apreciar uma bela mulher, capaz de me cativar com o olhar e com o corpo.
Assim, há um tempo atrás, tomei uma decisão capaz de me cortar a líbido... ou mais ou menos isso.
Criei um corpo que não satisfaz as mulheres e assim evito que elas me olhem e quando me olham eu penso que elas estão a observar o que tenho de mau: chamo-lhe barriga com chip de memória. Tentei ter mãos de sapo, mas não consegui, nem o resto do corpo. É mesmo só barriga. Ainda não cai pelo cinto, mas...
Vocês quase a viam, quando postei as três fotos no Dia da Mulher. Como não encontrei o que queria na net, criei eu as imagens comigo e não gostei que as primeiras mulheres a me verem tivessem dito tanto mal. E depois, achei estranho ter o meu corpo na net.
E ando assim, só para ver se deixo estes pensamentos loucos, porque o mau devo ser eu!
Pensem que se eu ficasse livre, ia querer tê-las a todas sem escolher uma! Viram como é mau? Ou podia escolher uma, mas mantendo abertura sexual com outras.

Pois...
Ando assim... e como diz a TNT, no Verão, com a vossa pele à vista, eu debato-me ainda mais... enlouqueço!
Este sou eu,apenas humano, e se a minha mais-que-tudo quisesse, eu vivia sem sexo, mas, pelos vistos, não dá!

Porque postei isto tudo? Porque estou escudado no anonimato. E porque quero que vocês mulheres cresçam um pouco. O sexo está na cabeça, procurem-no aí e tentem criar em vocês o desejo. Caso contrário, quando virem o vosso marido/companheiro não lhe apetecer tanto sexo... (de certeza que não farão o que eu faço, acalmem-se).

E estes impulsos sensuais é tudo culpa da minha mão, mas isso fica para o próximo post.
 
 
sinto-me: decepcionado, louco
publicado por oamante às 12:04

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28 comentários:
De barafundida a 10 de Abril de 2007 às 14:26
Ainda dizem que as mulheres são complicadas,
pensam demais, e estão sempre insatisfeitas!
Talvez seja isso que faz de ti um bom amante:
uma cabecinha pensadora!
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 11:22
Lol. Talvez. Mas realmente ajuda sermos pensadores. Ajuda a passarmos o tempo, ao menos.
Complicados somos todos.
De AlfmaniaK a 10 de Abril de 2007 às 16:21
Está certo, mas há um pormenor que me escapa: Porquê o "escudado no anonimato"?
Não faz sentido. Os ciúmes e a desconfiança da respectiva tem toda a razão de ser, a partir do momento em que te escondes dela, ou que pelo menos omites uma realidade sobre ti. Não percebo porquê manter essa discrepância na relação, ou por outras palavras quem é que queres enganar, a "Mais-que-tudo" ou a ti próprio????
Humm não admira que haja ciúmes. Se há mentira e há a sugestão de "arrastar asas", ela tem as peças todas do puzzle para entornar a caixa e inventar a partir daí... ao calhas! O problema que aqui apresentas (e que acredito que seja algo muito vulgar em vários lares) é um caso do ovo e da galinha, em que a origem do problema está mal interpretado.

Em todo o caso, concordo quando queres que elas cresçam. Acho que sim, elas têm que se converter à experiência pela descoberta de novos prazeres. Descubram-se mulheres portuguesas.

Continua, tás lá!
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 11:19
Sim, claro. Num casamento a culpa é de todos.
E sim, o diálogo deveria esclarecer tudo. Deveria...
É o anonimato ajuda a falarmos. Ou ia dizer isto tudo numa mesa de cafés aos amigos?
De maeatempointeiro a 10 de Abril de 2007 às 19:05
Não me parece estranha essa maneira de agir perante a mais que tudo, no entanto há sempre os dois lados da questão: Por um lado ocultando os assuntos e as ideias aqui colocadas evitam-se problemas, mas não me parece a atitude mais correcta. Uma vida a dois deve basear-se na partilha e na confiança. Quando a "falta de confiança" aparece, e esta pode estar envolta nalgum ciúme, é porque não há transparência total. Como mulher prefiro gerir algumas angústias que surjam com a partilha total do que mais tarde ter de lidar com a surpresa. ^No entanto gostei da alusão à mais que tudo, no mínimo pareceu-me haver aí amor. Mesmo no anonimato é sempre bom conhecer-mos opiniões diferentes das nossas.
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 11:15
Há amor também, claro, mas custa-me a viver assim. Preciso de mais, apesar de saber que é... pecado. Lol.
Sou assim. Tudo culpa do meu dedo, como podes ver no próximo post.
E sim, sei que a confiança merece-se. Olha... sou indigno disso... paciência. Mas podem confiar em mim!
De carla a 10 de Abril de 2007 às 22:49
Duas coisas me passam pela cabeça ao ler este post, ou estás a ser sincero (mesmo) ou estás a meter os pés pelas mãos fazendo de coitadinho... vou sincera e cruel ( característica muito minha, fria por fora, quente só quando merecem).
os bons amantes não dizem que o são. são do tipo calado, capazes de excitar só de olhar para os olhos da mulher (não qualquer uma, mas uma mulher como eu). depois, se existem mulheres complicadas tu estás a ser pior.. embora eu tenha uma teoria: como está próxima a entrada numa nova decada, as crises existenciais acontecem aos melhores... tive um amante, capaz de estar todo o dia ao meu lado sem me falar, mas quando me olhava.. ai! e me tocava discretamente... acabavamos o dia de trabalho na cama... mas ele nunca disse que era bom de cama, apenas era... e olha que eu sou esquisita e dificil de agradar... mas partindo do principio que estas a ser sincero, entendo esse desânimo e apatia. mas não devias deixar criar barriga para fugir das mulheres. eu passei por algo parecido, deixei-me engordar na esperança dos homens deixarem de olhar para mim como objecto de prazer, depois entendi que estava a fazer mal a mim mesma, e voltei a ser o que era... outra coisa não precisas de ser livre para ter outra mas se a consciencia pesa, entendo. procura uma mulher que não te cobre nada, que só queira sexo por sexo, que não ligue, não chateie, apenas te receba quando quiseres, são raras... mas existem ( não me refiro a profissionais). E não penses mais... é apenas uma fase, acredita que passa... beijo
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 10:58
No excuses accepted! Lol. Vá lá... lê o próximo post e sabes porque não te desculpo.

Pronto... tás aceite de volta! Lol
Volta sempre, Carla. Mas são difíceis de encontrar tais mulheres. Quanto à decisão... está no próximo post... subentendida... talvez.
De Espanto a 11 de Abril de 2007 às 09:19
Cá estou eu novamente...
Amante....não sei como começar esta conversa, mas cá vai!
Há uns largos anos conheci alguém que dizia que adora as mulheres, que gostava de fazer amor com todas para conhecer apenas A Mulher! Era uma pessoa que adorava sexo e claro, era louco pelas mulheres e "fazia-se" a todas. Na altura, não percebi muito bem, achei que era pancada de quem tem 20 e poucos anos e quer desfrutar as loucuras que a faculdade lhe proporciona. Nessa altura, comecei a ler alguns livros que falavam de erotismo, sexo, prazer, ultrapassar os limites, experimentar tudo de todas as formas, e por ai em diante... e então compreendi o que essa pessoa queria dizer e o que ela sentia!
Talvez por isso a minha concepção do sexo mudou, a minha visão do mundo e da vida. ´Por essa razão não me importo que o meu marido olhe para outras mulheres, eu muitas das vezes até lhe digo: - Olha aquela é jeitosa! Se eu vejo um tipo giro, é claro que olho, riu e até faço um comentário! Não há crise!
Isto não quer dizer que o traía, olhar não tira pedaço! E penso que ele também não o faça! (Penso... não ando atrás dele) Numca me deu motivos!
É claro que o sexo não é apenas o que está lá em baixo, o sexo também é "psique", já o Freud o dizia!
Os nossos medos, os prazeres, desprazeres, frustrações, o medo de experimentar o novo vem tudo da nossa cabeça. Temos é de arrumá-la, ver o que queremos, o que nos dá prazer, falar com quem está ao nosso lado e pôr em prática, sem medos, sem tabus! Agora, deixar o sexo de lado, o libido de lado ... não ! O homem/a mulher são seres sexuais ... a sexualidade completa o ser humano. Depende sem dúvida da forma como ela pode ser canalizada! Por via sexual ou não...
Fala com a "tua- mais- que- tudo", põe as cartas na mesa, jogo aberto, sinceridade! O sexo não é um "bicho papão" e os casais tem de falar disso abertamente, sem tabús, dizer o que vai na alma!
Beijos e boa sorte!
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 11:09
Sabes... também já fui cheio de princípios, mas os amigos até é que me ajudaram a ver que com tais ideias vivemos isolados. Viver em sociedade é dar uma cravo e outra na ferradura. Se eu seguisse os meus princípios, até da net desistia, pois utilizo-a no trabalho e é errado (acreditem, é) e eu sou o responsável por permitir isso a tantos cá dentro.
Mas fica sempre alguma coisa cá dentro de ético. Alguma...
Quanto a falar abertamente com a minha mulher, é assim: já tentei e deu errado, logo nos inícios. Como os homens morrem mais cedo que vocês, disse-lhe que se isso acontecesse, queria que ela casasse, para ter alguém a dar-lhe apoio e cuidar dos meus filhos. Se vissem como ela ficou, que não não, não casava mais e se eu dizia aquilo era para obter permissão para casar se ela morresse! O que ela não aceitava! Pois.
Uma vez ela teve um sonho erótico com um estranho e chorou ao contar-me isso, pois era traição! Pois eu havia de contar-lhe o que sonho todos os dias!
Ela não aceita que eu fale em público (entre amigos, calma. Não é no adro!) sobre sexualidade, coisa que eu adoro, porque falar é bom e não é o mesmo que fazer.
Ela é mais ou menos boa na cama, é boa pessoa, mas eu é que sou mesmo viciado, talvez.
De Espanto a 11 de Abril de 2007 às 14:54
Ora agora desistir da net! Nem pensar!
Vá tem força!!!
Beijos
De só sei que nada sei a 11 de Abril de 2007 às 11:23
olá Amante. Possa, ainda estou de boca aberta com a tua confissão! E confesso-te também que nesta fase da minha vida não tenho certezas de nada, por isso este meu pseudónimo Só sei que Nada Sei... talvez seja uma fase de crescimento em termos de maturidade. Depois das grandes convicções chegam as dúvidas. Mas ao ler-te assim apenas tive uma sensação de te gritar e dizer, por favor não faças isso! não contraries a tua natureza! isso é morrer aos poucos. mas depois pensei ... é uma prova de amor, tentares inibir a tua ânsia por sexo, tudo por amor à tua mais que tudo! que coisa! mas acredita, se não sentes satisfação real na tua relação, se começas a acumular frustrações mesmo que em nome de um amor e da estabilidade, a vida escapa-te das mãos e quando deres por isso, sentes uma revolta interior, tudo como um vulcão que adormecido, explode com uma força tremenda!!é assim a natureza... não pode ser controlada, embora possamos ter essa ilusão. E depois escapa-nos o controlo da situação, queremos emergir desse mergulho de apatia e viver emoções fortes, tão fortes que nos possam acordar e sentir que estamos vivos... foi isso que me aconteceu, em nome de um amor e da estabilidade familiar, fui murchando, pensando sempre ser uma fase, fui deixando transformar e erotismo num amor fraternal, deixando morrer em mim o tal apetite sexual... até que tudo explodiu! e lá se foi o amor e o casamento e a vida familiar. Há alturas na nossa vida que temos de escolher que caminho levar para ser mais felizes, mais autênticos. Eu escolhi. E fiquei sozinha. E sou feliz, mais do que estava a ser. Libertei-me de muitas frustrações (andava sempre irritada e amargurada!) e comecei a viver o meu corpo, a cuidar dele com todo o amor próprio que encontrei! E descobri que o sexo, o erotismo é a mais genuína expressão do nosso ser e estar, de forma autêntica. É uma forma de nos amarmos a nós próprios... Também enquanto cedi e me acabrunhei numa relação insatisfatória, engordei, tornei-me feia! Incrível não é? Hoje, não, sinto-me bonita, bem feita e vivo a minha sexualidade mais do que nunca! Mantenho uma relação de grande atracção física e depois de alguns meses desorientada, sem saber como rotular esta ligação (paixão?!) conformei-me com aquela verdade que muitos tentam esconder: sexo é distinto do amor. Mas amor sem sexo, é um outro amor fraternal (sei lá como chamar!) e todos nós precisamos ser amados com todo o erotismo que os nossos corpos merecem e necessitam! Este é o grande desafio! Encontrar um amor assim, erótico, sem deixar que ele adormeça... pensa nisso e diz-me se não tenho razão. Antes de amarmos o outro, temos que nos amar a nós próprios e sentir e libertar a nossa natureza.
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 11:40
Bingo! Desculpa, mas porque razão te autodenominas de «só sei que nada sei» se sabes tanto?
É mesmo isso, mas também tens de ver que os nossos princípios são... assim.
Os cientistas, sempre com a suas réguas e máquinas de calcular, lá descobriram que a paixão produz alterações em nós ao nível das hormonas. O problema é que eles descobriram que essas hormonas desaparecem ao fim de um tempo, se não me engano, 4 anos. Pois, agora sabemos que a paixão dura 4 anos. Mas que p***a, estes cientistas sempre a tentar objectivar tudo, até os sentimentos!

Mas é como dizes, isto faz mal, mas pensamos sempre nos outros antes de nós. Os meus filhos são um tesouro. Quem lhes conta a história antes de irem para a cama sou eu. Estou sempre com eles, brinco e tudo. A minha mulher, às vezes, irrita-se na brincadeira porque os meus filhos chamam-me sempre primeiro. Excepto uma vez em que o meu filho acordou e disse: «Mãe! O pai?». Lol.
De momento, ficarei assim, mas isto passa-me assim que cortar o dedo! (Lol, vai ao próximo post para perceberes).
Parabéns por teres conseguido optar por ti!
De só sei que nada sei a 11 de Abril de 2007 às 12:26
Pois é precisamente por isso que me auto denomino assim. Porque tenho muitas dúvidas quanto a conseguir prolongar no tempo essa paixão... neste momento não acredito que isso seja possível, pelo menos para mim. Mas há quem consiga, pelo menos é o que parece! Conheces o blog de O meu ponto G? http :/ omeupontog.blogspot.com /)Parece que há quem se divirta muito depois de deitar os filhos!!
E por falar em filhos, também os tenho e confesso-te que não me imaginaria sem eles! Isso seria a verdadeira frustração! Ter quase 37 anos e sem filhos! É difícil conciliar tudo, mas é uma verdadeira aventura as brincadeiras com os filhos e esses momentos de cumplicidade! Agora também te digo, não me imaginaria estar no lugar do meu ex e vê-los apenas de 15 em 15 dias... Deve ser um sofrimento, como nos cortassem uma perna ou um braço... mas enfim, a vida guarda-nos estas surpresas e há casais que mesmo separados conseguem ser pais a tempo inteiro! Estar separado não é o fim do mundo e eles adaptam-se quando os pais não fazem disso um drama e conseguem ter uma relação amistosa.
De Carla a 11 de Abril de 2007 às 11:55
Já pensei... já perdoei... não guardo rancores :)
Antes de mais deixa-me dizer-te que me diverti imenso a ler este teu post... e estou a ser repetitiva ao dizer-te que foi inevitável pensar se serias mesmo tu retratado ou alguém que gostarias de ser... mas depois pensei...bem, ele é carneiro (que nem eu) e os carneiros são frontais, de facto, lidam mal com a conformidade (negam-se a conformar-se com "sorte" que lhes calhou"), etc, etc... mas fizeste-me rir e isso é bom...
Mas agora deixa-me tentar fazer-te rir a ti... para ver e relaxas e deixas a tua cara metade relaxar... nos tempos mais antigos nem tudo era bom... digo eu... por exemplo, as mulheres não tinham o hábito de se depilarem, já imaginaste??? E para além disso, apesar da troca de parceiro ser bastante comum nem sempre era homem com mulher se é que me faço entender... a homossexualidade vem desde aí como deves saber...
Agora a sério, tu sabes como fazer que a tua cara metade tenha confiança em ti... aliás esse trabalho cabe-te a ti... mas eu acho que no fundo sabe-te bem saber que ela está sempre com a pulga atrás da orelha... por uma questão de machismo talvez, mostrando-lhe que se ela não se esforçar ou não corresponder podes sempre virar-te para outro lado... não?!
De oamante a 11 de Abril de 2007 às 12:06
Lol. Elas tinham pêlos também?!
Já havia homosexualismo?
Estou a brincar. Sei disso tudo, porque sou curioso.
Agora, eu ser machista... não está pegando muito. Para mim, a guerra dos sexos é... tola.
E não gosto de entrar nesses jogos: ou satisfazes-me, ou fora e vem outra!
Apenas gostava que ela fosse diferente, mas não acho que ela precise mudar por obrigação, porque não devemos entrar em obrigações dessas.
Vou vivendo...
Interessa é virar a testosterona para outros campos, senão mais cedo ou mais tarde, vou virá-la mesmo para as mulheres e aí entorno o caldo.
De Carla a 11 de Abril de 2007 às 13:18
Quando me refiro a machismo não remeto isso, necessariamente, para a guerra dos sexos... mas os homens gostam de se sentirem especiais frente às mulheres que têm ao lado, como as mulheres também gostam... inverte a situação e coloca-te no lugar dela... e não me venhas com a história de que não te importarias porque não pega... o verdadeiro Carneiro gosta de dominar e pouco de se sentir dominado.
Mas tu gostaste dela há 16 anos atrás, verdade?! Ou já te casaste a pensar numa possível mudança, ou com intenção de a mudar? Ou foi ela que se modificou com o tempo? Já pensaste nisso tudo?!
Só a palavra obrigação é feia quanto mais sentir que alguém faz o que faz para nos sentirmos bem só por obrigação... não tem de ser assim... ela é como é, e ao menos podes dizer que é sincera e que encara a situação com sinceridade...
De Moura ao Luar a 11 de Abril de 2007 às 16:46
Comigo o que acontece é o contrário, eu quero mais, melhor, diferente, amor, sexo, paixão... ele quer sempre o mesmo... por vezes muito aquém daquilo que me deixaria satisfeita.
De oamante a 12 de Abril de 2007 às 09:09
Acho que tenho o remédio certo para isso: deixa uma página impressa de um site erótico sobre a mesa de cabeceira, assim meio escondida, meio à vista.
Ah! Muito importante: não pode ser de um site qualquer, tem de ser de um tipo... o meu! Lol.
Basta deixares a revista Ana aberta em cima da cama, naquelas páginas... e lhe perguntares: «Acreditas que há mulheres que não conseguem ter satisfação na cama? Diz aqui, lê».
Ele vai mudar logo!
E desculpa, mas não tive tempo para te responder: eu queria dizer que as mulheres também devem fazer carícias e massagens e outras coisas mais aos homens. Devem preocupar-se em realizar preliminares para o homem. Eu adoro.
De Moura ao Luar a 13 de Abril de 2007 às 14:01
Eu gosto de o fazer... mas ele não tem paciência nem para dar nem receber nos preliminares... quanto à página erótica, já lhe mostrei o teu blog como quem não quer a coisa... diz que isto são tudo tretas.... ultimamente chama-me tarada... achas que vale a pena?? :-P
De oamante a 16 de Abril de 2007 às 08:48
Realmente...
Mas lá diz o Fernando Pessoa que: «tudo vale a pena, se a alma não é pequena.»

Olha, arranja... um amante!
De ComSensualidade a 12 de Abril de 2007 às 00:45
Amante
a pouco e pouco vais confessando as tuas vulnerabilidades...aprecio mais esta tua faceta.....
Apenas te digo uma coisa, só temos aqui e agora a certeza "desta" vida...... e ela meu amante, deve ser vivida da melhor forma possível...portanto.......
Aquele beijo ......
Comsensualidade
De oamante a 12 de Abril de 2007 às 09:12
Apreciei o beijo... quente!
Acho que sim, que a vida deve ser vivida com gosto e intensidade, porque é curta.
Mas para resolver esse aspecto, vou mudar para o budismo: como incarno tantas vezes, não me preocupo. Sei que se fizer m***a nesta vida, resolvo na próxima. Lol, mas é um bom pensamento!
De naopossodizer a 16 de Abril de 2007 às 13:43
Meu estimado amante,
Há muito tempo que não te escrevia... Eu sou fogosa, como só eu sei, e sei que sim, mas deixei de ter prazer com o meu namorado de muito longa data, deixei de olhar para ele com prazer, e sinto necessidade de paixão. Temos um filho em comum, achas que como amante me podes dar umas dicas?
De oamante a 16 de Abril de 2007 às 17:52
Desculpa, Não posso dizer, mas tens de especificar melhor: queres paixão dentro ou fora do casamento?
Eu penso que é dentro.
Assim, tens de criar momentos só para vocês, pois após os filhos, há uma certa tendência para dar o tempo todo aos miúdos.
Não sei a idade do teu filho, mas podes alugar filmes, documentários ou desenhos animados para ele se divertir, enquanto vocês vão para o quarto.
Nos primeiros dias, ele pode bater a meio. Umas vezes abrem, outras não. Com o tempo, ele aprende, desde que vocês sejam perseverantes.
Não se importem se ele ouvir alguma coisa, disfarcem.
Agora, compra uma revista feminina que fale de sexo e deixa-a meio aberta sobre a cama, para ele ver alguma coisa e podes mesmo perguntar-lhe a opinião.
Sê tu mesma a pedir-lhe sexo, não esperes que seja ele a fazê-lo.
Depois há a questão da lingerie: não sei se a usas normal, ou não. Mas o fio dental ajuda muito e se te agachares quando estiveres num bar, para ver o que o miúdo anda a fazer, de modo a mostrar um niquita de nada dos fios laterais... ele vai sentir-se ciumento.
É difícil, mas penso que conseguirás obter algo.
Penso que deves tentar algo antes de seguir outro caminho, mas eu sou o último a poder aconselhar-te nisso, pois...
De naopossodizer a 17 de Abril de 2007 às 14:28
Quero paixão! E já não sinto essa paixão faz tempo... acho mesmo que é irrecuperável.
Todas as tuas dicas foram óptimas mas já utilizadas... o tempo mata?
A minha lingerie é do melhor, acredita... o problema não está aí! E ele não se apercebe de nada...
De oamante a 19 de Abril de 2007 às 14:40
Ai, nãopossodizer, isso tá mau!
Cientificamente, é assim: os cientistas (uns cabrões de m***a) descobriram que a paixão só dura para aí uns quatro anos. É esse o tempo que o nosso cérebro consegue injectar no corpo umas hormonas diferentes que nos fazem ver a nossa cara-metade de forma apaixonada.
Depois, penso que o tempo começa a actuar: o mesmo todos os dias, as mesmas teimas, os mesmos pormenores irritantes, sempre os pêlos da barba, a tampa da sanita sempre para cima, etc..
E começamos lentamente a acomodar-nos àquela pessoa naquelas condições.
A paixão pode voltar, mas é difícil, muito: primeiro podes confrontá-lo com o teu desânimo pelo comodismo dele, pelo seu afastamento, pelo teu afastamento. Da briga (que deve ser dura, mas não durável) pode sair um novo romance, uma nova tentativa de paixão!
Se não der certo, tens ainda duas hipóteses (a vida é incrível, não é? Sempre a nos ajudar): 1) sais de casa; 2) arranjas um(a) amante ( o meu nº é 96******9).
Há uma terceira opção (viste? Outra!): arranjas um anjo, o que é algo "muito" raro.

Anjo é um amigo, um confidente, um alguém que decide ser nosso confidente e nós dele. É a nossa alma gémea, pensando exactamente como nós, mas a quem nunca nos podemos unir!

Estás na mesma situação que eu, nãopossodizer, e não te queria aconselhar, porque não arranjei para mim próprio.
A questão é que eu não sei! Mesmo!

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