Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Como isto não cabia nos comentários, vai este post-resposta

Decidi responder aos comentários do post anterior ao molhe: todos num só, mas como não cabia nos comentários, vai num post.

Vocês acham que eu não sinto a imoralidade de pensar assim?

Muito bem, agora vamos aos factos, aquilo que realmente importa.

1) Estou farto de ouvir, falar e ler em blogs que hoje em dia os homens têm de ter cuidado, porque as mulheres são independentes e se os maridos não as satisfizerem elas sabem ir procurar fora de casa a tal satisfação. Alguém me diz que esta situação é mentira?

2) Estou casado a 16 anos. Quando porventura discutimos, não elevo a voz, mas procuro utilizar a argumentação, do que me vem um recado de ser demasiado frio (talvez devesse mesmo gritar e bater). Sempre utilizei o diálogo para resolver os problemas e detesto quando uma pessoa eleva o tom de voz, como tentativa de ganhar a discussão.
Sempre tratei bem a minha mulher, dou-lhe carinho, beijamo-nos muito, principalmente ao chegarmos perto um do outro, a casa, etc e nas despedidas.
Penso ser um bom pai, pelos elogios que recebo dos meus filhos, da mulher, da família e de todas as pessoas com quem eles confraternizam. Até em lojas, cafés e restaurantes. Posso não ser o pai perfeito, acho até que tive muitas falhas, mas penso que eles estão minimamente prontos para serem lançados à sociedade!
Sou eu que lhes faço o pequeno almoço e ainda ajudo o mais pequeno a comer: o sono é terrível. Brinco com eles, embora o devesse fazer mais.
Em casa, ajudo no que for possível: problemas de bricolage doméstica, resolvo-os eu: electricidade e mais qualquer coisa. Até coloquei aquelas placas de veludo nos pés de cadeiras e mesas, para não riscarem o soalho.
Apesar da minha mulher tratar da maioria das refeições, faço sempre semanalmente alguns almoços e jantares. Ajudo nalgumas lides domésticas.
Nunca liguei ao passado da minha mulher (acho burro quem o faz): ela já tinha tido namorado. Para ela era algo muito mau!
Cuidei da minha filha bebé grande parte do tempo: mudar fraldas, biberão, depois as sopas. Tudo.
Enquanto a mulher faz o jantar, eu dou banho ao miúdo. Sou eu que o visto e ponho a dormir.
Trato do lixo, dos bancos, das contas todas.

Acompanho a minha cara-metade nas compras dela: passeios intermináveis pelas lojas, ver tanta coisa e não comprar nada! Escuto-a falar o dia todo do trabalho: dos problemas pormenorizados que teve nesse dia, à planificação do dia seguinte. Já lhe pedi (já discutimos e tudo) que ela não trouxesse o trabalho para casa, pois eu não levo. Mas ela afirma não ter ninguém a quem contar e que tem de contar com o marido para isso. Eu só pedia que não fosse todo o dia, todos os dias. Mas já não peço isso. Ouço-a sempre, embora às vezes note que nalgumas situações não ouço a conversa toda.
Na cama? Bem, sei que não acreditam no que conto, problema vosso. Ela é bem satisfeita. Pelo que leio e ouço, ela tem o que algumas mulheres nem sonham.

Bem, se todas vocês têm um homem em casa que vos trate assim... estão de parabéns!

Agora, eu pergunto: depois de tudo isto, o que seria de esperar em troca?
Amor, ela dá-me aos montes, pois ELA AMA-ME mesmo! Agradeço por isso.
Mas eu queria mais: queria ser satisfeito na cama, também. Se recebesse isso, bastava-me.

Mas não recebo. Talvez eu seja demasiado exigente, mas depois de aprender tanta coisa, de dar tanto de mim em massagens, preliminares, e o resto, eu esperava receber um pouco.
Para mim, sexo não se limita à ejaculação! Acho que isso não é o meu objectivo, é um meio. De quê? O sexo é para mim um meio de atingir o prazer e esse prazer advem-me da capacidade de sentir por todas as formas possíveis, de experimentar o prazer através de cada nervo do meu corpo. Se aprecio o clímax, e muito, aprecio ainda mais aqueles momentos anteriores a ele através do maior número de sinestesias possíveis. Se tocarmos em todos os sensores do nosso corpo, a sensação de prazer é enorme. Experimentem, enquanto penetram uma mulher, tocar-lhe no maior número possível de regiões erógenas!

Bem... e eu já lhe transmiti isso? Sim, já.
Nestes 16 anos, já tivemos 3 discussões sobre isso, onde se discutiu, brigou e onde eu disse claramente que ela não me satisfazia sexualmente e até dei algumas dicas. Nas primeiras semanas ela até conseguiu, mas depois deixa-se levar pela passividade. Eu nem a culpo, pois cada vez mais, assumo que o sexo não é para todos e se se lembram já experimentei fora uma vez e não foi diferente. A culpa pode ser minha, mas o facto é que não acho que as mulheres me possam satisfazer (calma, gays, eu gosto mesmo é das mulheres; é uma opção pessoal, não é por nojo, nem nada: ou tenho sexo com mulheres, ou não o tenho mesmo). Penso que só mesmo alguma prostituta de alto nível, tipo gueisha, me possa satisfazer. É só dar 40 contos por 30 minutos e resolvo o meu problema.

Em face disto, as opções são fáceis de tomar:
1- Acabo o casamento. Aí, eu e vocês todos temos de assumir que o casamento se resume a sexo. Na verdade, eu gosto dela. Não acho que seja só sexo.
2- Continuo casado, mas recuso-me a ter sexo. É comum por aí e como eu já tirei um curso de gurus por 2 meses... Na verdade, acreditem que se pensarmos num mundo sem a ideia de sexo, sentimo-nos felizes e o trabalho e a família passam a ganhar. ficamos com toda aquela testosterona ao serviço dos outros, em vez de ser ao nosso serviço. É uma sensação... diferente! Agora, a mulher é que não se mostrou satisfeita e após diálogo, onde eu até lhe propus que ela podia recorrer a outros ao nível sexual e ela recusou, assumi que ela não tinha culpa nenhuma. A partir daí, continuo a dar-lhe sexo três a quatro vezes por semana, como ela gosta. Pois, diminui os dias, pois acho que assim já dá.
3- Arranjo maneira de me satisfazer fora do casamento. Fico feliz e até devo melhorar o sexo no casamento.

Por ora, sou apenas um amante virtual e não dei o passo seguinte. Mas estou para aí virado. Apesar de ter muitas dúvidas... do que receberei...

É uma visão feia do casamento? Talvez. Mas acho interessante que quem me critica mais são os não casados.
Assistimos hoje uma situação estranha: pessoas solteiras por muito mais tempo, até aos trinta e tais e mesmo quarenta. Alguns estudos debruçam-se já sobre o tema.
Acho que o espírito de cedência e de sacrifício desapareceram e as pessoas querem encontrar alguém que não lhes peça cedências. É puro engano, pois para viver em sociedade é sempre preciso ceder nalguma coisa. O egoísmo vive sozinho!

Eu penso ter cedido já bastante no meu papel de homem que se quer macho neste nosso país e em troca queria apenas sentir alguma coisa diferente.
Espero talvez demasiado de uma coisa simples... não sei.

Estou errado? Claro que estou... mas por enquanto penso assim. Posso sempre desistir de ter sexo. É muito mais simples.

Ah! Esqueci-me: é claro que também tenho muitos defeitos. Não sou nenhum poço de virtudes.
publicado por oamante às 11:30

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99 comentários:
De Cláudia Oliveira a 16 de Maio de 2007 às 12:00
Para quem gosta tanto de sexo, desistir não seria a opção certa. Seria um crime.
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 11:50
Há crimes que vêm por bem: matar Hitler foi muito bom mesmo!
De TS a 16 de Maio de 2007 às 13:14
Nao sei bem como hei-de dizer isto. Apreceiei a tua exposiçao quase tanto como tu ao escreve-la. Pelo menos assim o imagino.
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 11:52
Sabes, escrever em blogs é muito bom, pois conseguimos olhar para os nossos problemas de outra maneira.
É como uma ida ao psicanalista, só que feita em casa e gratuita.
Só temos de saber colocar as perguntas certas. Para que lhes possamos responder!
De TS a 17 de Maio de 2007 às 16:34
a quem o dizes.
De Anónimo a 16 de Maio de 2007 às 13:34
Bom, não tenho Blog nenhum, pois não tenho muito jeito para escrever o que me vai na alma...mas não sei pq , visito todos os dias o teu blog e aprecio muito o que escreves e com a naturalidade que o fazes! Aprecio a tua sinceridade!

Hoje ao ler o teu post , fiquei encantada, pois é isto mesmo que a maioria de nós tem em casa, só que não assumimos!
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 11:56
Primeiro que tudo, há que tentar. Não sabes se consegues ou não fazer algo até tentares. Abre lá a página dos blogs e cria um: é fácil. A escrita? Acredita que se tens a alama cheia, a escrita sai-te linda!

Temos em casa o quê? Vocês mulheres dão pouco de vós sexualmente, nós homens somos infiéis, os casados cedem muito, ou outra coisa?
De condescendência a 16 de Maio de 2007 às 13:39
Acredito no que escreves... e acredito que deves estar farto de alguns aspectos do casamento... mas apesar de não achar bem, não te julgo e muito menos condeno... faz o que queiras... fica bem e não te stresses tanto com os comentários.. ao colocares determinados assuntos já deverias saber que as opiniões divergem...
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:04
Não achei mal teres dito que não devemos casar se vamos enganar. Acho que vocês devem criticar sempre, para eu acertar agulhas! Ouço bem as críticas.
O facto é que me casei porque gostei muito da personalidade da minha mulher e vivemos bem felizes. Foi, talvez, o casamento que me proporcionou uma aprendizagem do sexo muito boa: tinha-a sempre ali à mão, para experimentar diferentes posições, partes do corpo, etc. Assim, ao experimentar muito mais do que os solteiros (todos os dias) e numa única mulher, consegui medir bem as sensações que lhe provocava. Se tivesse tido uma mulher diferente, talvez não experimentasse tanto.
Só há poucos anos, é que venho a tentar ser infiel.
Agora, acho mesmo que os solteiros têm a liberdade que nós não temos, mas falta-lhes aquele conforto de chegar a casa e sentir-se parte de um todo. Penso, mas posso estar errado, que importa casarem/amigarem com uma pessoa que acham assim-assim e depois ir experimentando dia a dia se aquilo resulta. Se não, acabam. Mas assim aprenderiam a ceder. Alguns casais nunca aprenderam.
Eu gosto de dizer coisas para vos pôr a pensar, apenas isso.
De Cris a 20 de Abril de 2009 às 23:16
Qualquer mulher necessita de um homem que a satisfaça. E qualquer homem pode descobrir várias facetas numa mesma mulher desde que ela seja verdadeira. Concordo com o facto de dizer que é muito mais prazeroso o sexo numa relação prolongada do que numa curta. As pessoas precisam é de se mostrar e de se abrirem ao parceiro. E isto só acontece com o tempo e com a cumplicidade que se cria com a durabilidade de uma relação. O meu conselho é que não procure fora pois de certeza que ainda não conhece verdadeiramente a sua mulher...
De esquecida a 16 de Maio de 2007 às 14:00
Quem não tiver defeitos que atire a primeira pedra...o meu amigo já está cansado de saber que ninguém é perfeito, a frase é mais que feita ,mas todos sabemos que é bem verdade!
Olha esta é para ti, para ver se ficas mais bem disposto, senti alguma amargura no teu post.
Costuma a dizer-se quem não está bem muda-se.
Tu estás bem, mas pelo vistos não estás a 100%.
É pena...mas para tudo existe uma solução.
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:07
Obrigado pela flor! Curou-me!
Claro que existe solução para tudo. Só temos de medir bem as consequências.
Agora, não há uma solução que agrade a todos, nem sequer a 100%.
De Carla a 16 de Maio de 2007 às 14:58
Não duvido que sejas como dizes... não és único, e por acaso também tenho a sorte de ter um marido com as mesmas e outras (concerteza) características!
Mas tens razão quando dizes que as críticas aparecem mais dos não casados, blogs à parte, na vida real também é assim... Sabes que é sempre mais fácil falar e ser-se muito idealista em relação ao casamento quando não se passa por ele... do tipo isto é certo, aquilo é errado...enfim, e eu pergunto o que é que essas pessoas sabem do assunto?!
Mas têm direito à sua opinião... apesar da falta de conhecimento de causa.
E também tens razão quando dizes que o espírito de cedência e de sacrifício já era em muitos casais... e aqui então os solteiros nem sabem do que falamos! E eu concordo com a cedência (tem existir) agora sacrifício nem por isso, porque quando começa a ser um sacrifício... a coisa fica feia.
Tu gostas muito da tua mulher, da família que constituíram, etc, etc, mas há mais para além disso, ou pelo menos o que tens não te satisfaz plenamente, quanto mais tens mais queres (já parece que estou falar de mim ;)), e a tua dúvida está em se ao mudar não vais continuar a querer mais e assim concluir que nada valeu a pena... certo?
Mas essa resposta só tu a saberás, e mais ninguém. Só tu sabes se queres correr o risco...
De nada te vale a abstinência, a infidelidade, etc, só irías ficar pior... se calhar não com os outros, mas contigo próprio (ou consegues viver bem com isso?), e venha o diabo e escolha!
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:13
Eu sei que a resposta está em mim, isso é o pior. Acho até que já a encontrei... agora aplicá-la... é mais difícil.
Mas esse pode ser um caminho. Há casais que vivem bem sem sexo. Acredita que quando estive 2 meses a jejuar, consegui estancar o sexo onde interessa: na cabeça. A partir daí tu olhas para o mundo de um modo diferente e sentes-te mais contente, pois aquela ânsia de estarmos sempre a pensar em sexo, quando uma giraça se nos coloca à frente, desaparece. Eu olhava para as mulheres de um prisma... diferente: achava-lhes beleza, graça, mas sem aquele desejo ardente. Como se estivesse a observar as magníficas estátuas gregas.
E depois, sentia em mim uma euforia que aplicada ao trabalho e a outras coisas era bom.
Mas é como dizes: venha o diabo e escolha.
De Carla a 16 de Maio de 2007 às 15:01
Atenção: Quando digo que já parece que estou a falar de mim é apenas em relação ao facto de quanto mais tenho mais quero... mas eu sou assim com TUDO na vida!! Não é em relação a nada especificamente...
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:14
Eu sei, Carla. Já nos conhecemos bem de mais para eu achar que fosse outra coisa!
De barafundida a 16 de Maio de 2007 às 15:27
Idem.
E sabes que mais, a Carla tem razão, venha o diabo e escolha. A razão da minha presença nete mundo dos blog foi mesmo para tentar fugir à realidade,
fingir que não fiz escolha alguma.
Porque a primeira opção que colocas, não pomos em questão, não tem lógica sequer.
A segunda então nem se fala.
Resta a pairar cada vez mais na nossa cabecinha a terceira opção.
Ficas feliz, o sexo pode ser mangnifíco, em casa melhora de certeza. Mas passas a sentir-te vazio, nojento, desumano, traidor, um nada, um lixo... sentes que carregas o mundo nos ombros, e em casa vais ceder a tudo só pela culpa que carregas. E no entanto se o sexo for o que procuras, não vais consegui deixar, por mais culpado que te sintas.
Vão começar as noites sem dormir, e os dias serão marcados pelo medo de ela descobrir.
Vendo bem não compensa, mas só se decobre isso tarde demais.
Lamento que te sintas assim.
Bjs
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:22
Podes ter razão e assim remetes-me para as duas primeiras opções, de novo!
Primeiro, eu sei que se escolher a via do sexo, não me vou prender a uma só mulher, penso. Serei um amante de quem me amar! Ora frio, ora ora quente.
É claro que teria de lidar com esses sentimentos morais de mim para comigo mesmo, mas quando tomamos uma decisão, temos de seguir em frente e aceitar todas as consequências. Não sei se é por ser carneiro, mas penso assim, embora é claro que talvez houvesse remorsos. A minha mulher e a minha filha dizem que não sabem como é que um signo pode assentar assim tão bem numa pessoa como em mim.
Parece que nada compensa na vida, mas o facto de vires aos blogs, penitencia-te e liberta-te a alma.
Aproveita esse sentimento ao máximo, exalta-o mesmo para que ele se sobreponha um pouco à vida.
De sopro-do-coracao a 16 de Maio de 2007 às 17:01
Já venho a acompanhar o teu blog há algum tempo (cerca de 3 meses), e deixa que te diga, que gosto muito.
Não só porque falas de coisas interessantes, como também me revejo completamente no que escreves.

Ao viajar por este mundo dos blogs, percebi que há mais pessoas como tu e eu. Que gostam de sexo (e muito) e não têm a sorte de ter parceiros à sua medida. Eu, e tal como tu, também me esforço para dar o máximo e depois não me sinto retribuída.

Não te sintas mal por pensares assim. Cada um é livre de pensar o que quiser. E acho que só critica quem não passa pelo mesmo.

Um grande beijo.
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:29
Obrigado pela compreensão. E é verdade que nos sentimos mal por pensar assim, mas também nos sentimos mal por não vivermos como queríamos!
De sopro-do-coracao a 17 de Maio de 2007 às 14:10
Pois é assim mesmo.
O que será melhor, viver segundo os nossos padrões, ou viver segundo os padrões da sociedade. Porque só nos sentimos mal por pensar assim porque seguimos os padrões alheios (ou pelo menos queremos seguir).

Acho que deve ser do signo que partilhamos.

Um beijo.
De umafêmeaqualquer a 28 de Outubro de 2009 às 03:43
Desculpem a intromissão na vossa interessante conversa, mas não pude deixar de comentar isto.
Não se trata aqui de padroes da sociedade - não são esses os que fazem a verdadeira mossa - mas antes, os da nossa consciencia, e que não têm necessariamente que ser os mesmos da sociedade. Penso que esta é uma opção muito intima, correspondendo ao tipo de postura que temos para com estas coisas, aquilo que pode ser soluçao maravilha para uns, não se aplica a outros. Para mim poderia ser um desastre, dispersar as energias preciosas da minha relação fazendo o melhor sexo com uma pessoa que não amasse, pois para mim o sexo melhor implica muita energia afectiva e extravasa a necessidade fisiológica. Ao enveredar por esse caminho, na certa que não conseguia levar a sério o casamento, dispersava-me e aos poucos desistia, mas se o fizesse há uns anos, noutra fase da vida (antes do casamento), aí sim, sem problema - sem investimento, sem culpa...estava na idade de aprender e experimentar sentimentos e sensaçoes. Admito, no entanto, que haja pessoas com perfil para se desdobrarem espiritual e afectivamente, voltando ao seio familiar com a naturalidade de quem foi comer uma sandes ali à esquina.
(já agora, também sou carneiro)
De paixaonoolhar a 16 de Maio de 2007 às 17:14
Obrigado pelo teu comentário, primeiro k tudo, mas o amor tb é felicidade e essa eu tb já senti.

Qt ao teu post concordo contigo.

Mas depois vem a questão e se os dois mesmo sendo casados, se apaixonarem e começarem a ver k se calhar já ñ dá dessa forma?

Beijo e é verdade tb já te considero um pouco amante virtualmente falando.

De oamante a 17 de Maio de 2007 às 12:33
Bigado pela parte que me toca.

Pois é, as relações extraconjugais têm esse problema: o que se pretendia apenas um affair torna-se algo mais e não sabemos o que fazer.
No problem! É só catalogares «problema nº 2» e já está! Passarei a ter dois problemas num só: a mulher e a amante! Difícil de escolher.
De paixaonoolhar a 17 de Maio de 2007 às 16:19
Será k conseguimos resolver assim tão facilmente.

Beijo

Deixo-te um pensamento dos meus;

O amor ñ é o k diz mas sim o k se faz por ele e a coragem k ele nos dá para enfrentar seja o k for.
Paixãonoolhar
De pedropires a 23 de Abril de 2008 às 09:46
Eu em relação ao que deverias pensar ou fazer nada posso dizer, já que pessoas mais velhas e com muita mais experiencia do que eu ja o fizeram eu nao sou ninguem para sequer tentar.

Agora so ponho uma questao, e os filhos se sabem de alguma coisa extra conjugal? Acho que nao iriao gostar muito, quer dizer,pelo menos eu nao gostaria....

Neste aspecto ja posso falar porque estou mais perto de ser filho do que voces.....ehehe

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